A nova estética dos casamentos em espaços históricos portugueses




Essa nova estética está mesmo a dominar Portugal este ano.


O que está a mudar não é o espaço em si – continuam a ser as quintas seculares, as paredes de azulejo azul e branco, os arcos de pedra, lugares como a Quinta dos Espadeiros, o The Yeatman ou o Arriba – mas a forma como se intervém neles.


Em vez de esconder a história, os designers estão a usá-la como contraste. Três coisas estão a definir isso:
🤍 Primeiro, a arquitetura floral escultural. Adeus aos centros baixos e redondinhos. Agora são instalações grandes, assimétricas, quase como peças de galeria, com muito movimento, ramos, folhagens e textura. Pensa num arranjo que nasce da parede de azulejos em vez de competir com ela.
🤍 Segundo, o local e sustentável levado a sério. Flores da estação, de produtores portugueses, mistura de secos com frescos para dar profundidade e durar mais, e até aquela tendência mais ousada de juntar elementos inesperados – rabanetes, cogumelos, frutos – nas mesas. Fica super orgânico e conversa com as quintas e vinhas.
🤍 Terceiro, cor e caligrafia.
As paletas deixaram o nude total e foram para framboesa, fúcsia, laranja queimado, aquele pôr-do-sol alentejano. Contra o azulejo funciona lindamente.
E a caligrafia moderna nos menus e marcadores fecha tudo – aquele toque artesanal que liga o antigo ao contemporâneo sem pesar.


Para casamentos em espaços históricos, o truque que melhor parece resultar é: deixar a arquitetura respirar e usar um único gesto forte, como por exemplo- uma nuvem floral suspensa sobre a mesa corrida, ou um arco desconstruído num claustro – em vez de lotar o espaço.


Quem por aí sonha com um casamento num espaço histórico em Portugal?

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